É Levi-Ô-sa, não Levi-o-SÁ

Esta matéria foi vinculada, na íntegra, na minha revista online ZINT, sendo compartilhada aqui apenas em parte. Para lê-la completa, basta utilizar o player no final da postagem.


Quando foi lançado em 26 de junho de 1997, Harry Potter e a Pedra Filosofal foi uma grande aposta. Livros infanto-juvenis não eram muito rentáveis e seus lançamentos eram um tanto quanto arriscados. Antes de fechar contrato com a editora britânica Bloomsbury, J.K. Rowling recebeu dezenas de respostas negativas para sua história. O que ela não imaginava, no entanto, era que o seu livro, cuja ideia nasceu em uma viagem de trem e levou seis anos para ser finalizada, iria mudar completamente sua vida e torná-la a primeira pessoa (e única, de acordo com dados da E!, de 2016) a ficar bilionária apenas pela venda de livros.

Uma das primeiras capas nacionais lançadas para o livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal"
Uma das primeiras capas nacionais lançadas para o livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”

Harry Potter e a Pedra Filosofal rapidamente se tornou um sucesso dentro e fora do Reino Unido. O primeiro capítulo de uma história que seguiria sete anos na vida do menino Potter, acompanha os momentos iniciais da imersão do garoto ao mundo da magia. Com 11 anos, órfão, sem amigos e maltratado pelos tios, Harry descobre que magia é real quando um homem gigante derruba a sua porta, contando a ele que Harry Potter não só é um bruxo, como ele também é famoso e tem uma vaga de berço em uma das melhores escolas de magia e bruxaria do mundo.

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Com versões variantes de capa mole, capa dura, e-book e em inúmeras edições especiais ao longo dos anos, a franquia literária de Harry Potter já vendeu mais de 500 milhões de cópias ao redor do mundo, com todas as obras entrando na lista de mais vendidos. Sendo traduzido para mais de 70 línguas diferentes, o universo mágico gerou também inúmeros outros tipos de produto além dos livros, como filmes, uma plataforma digital e uma peça, além dos objetos licenciados, vestuários, jogos, parques de diversões temáticos e tours.

 

FRANQUIA CINEMATOGRÁFICA

Ainda em 1999, quando Harry Potter atingiu o topo dos mais vendidos, os estúdios de cinema começaram a demonstrar interesse nos direitos autorais para adaptar a história em um filme. A grande ganhadora foi a Warner Bros. Pictures, que em 2001 lançou Harry Potter e a Pedra Filosofal, colocando o então novato e desconhecido Daniel Radcliffe para estrelar o papel-título.

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ANIMAIS FANTÁSTICOS

Com o sucesso comercial dos oito filmes de Harry Potter, Rowling fechou uma nova parceria com os estúdios Warner. Animais Fantásticos e Onde Habitam traria a autora não só como produtora, cargo que ocupou nas duas partes de Relíquias da Morte, mas também como roteirista. O encargo narrativo da mais nova franquia do Mundo Mágico ficaria por conta de sua criadora, que agora possuía total liberdade criativa para expandir o seu universo dentro do cinema.

Animais Fantásticos e Onde Habitam, lançado em 2016, segue a vida de Newt Scamander (Eddie Redmayne), um magizoologista que percorre o mundo atrás de animais mágicos, que guarda em sua maleta mágica, para cuidar, aprender sobre eles e escrever um livro para “iluminar a vida dos bruxos”. O filme é baseado em um livro homônimo que fora publicado como parte da Biblioteca de Hogwarts, uma série complementar de literatura didática utilizada pela Escola da Magia e Bruxaria.

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MAIS POTTER

A empreitada bilionária ao redor de Harry Potter transformou J.K. Rowling em uma verdadeira empresária. Consciente da insatisfação do público pelo fim de seus livros e a sede por mais informações, a britânica passou a desenvolver expansões literárias de seu universo por meio do Pottermore, uma plataforma online feita para os fãs.

Imagem promocional para o site "Pottermore". Ao fundo, uma Fênix
Imagem promocional para o site “Pottermore”. Ao fundo, uma Fênix

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PEÇA TEATRAL

A expansão do Universo Mágico também contou com um outro tipo de produto. Anunciado em 2013, na mesma época de Animais Fantásticos, a peça teatral Harry Potter e a Criança Amaldiçoada teve sua estreia em 2016, cujo roteiro é também assinado por Rowling. O livro com o script da peça foi publicado um dia após a première da mesma.

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Ao ser colocado na Sonserina, casa que julgava ser a pior de todas, e receber constantes irritações de seu irmão mais velho por isso, o garoto tenta fazer certo por todos aqueles que morreram no processo de ascensão do nome Potter, começando por Cedrico Diggory. Ao lado de seu melhor amigo, Scorpio Malfoy (Anthony Boyle), filho de Draco (Alex Price), e Delphi Diggory (Esther Smith), sobrinha do pai de Cedrico, os três roubam o último Vira-Tempo cuja existência é conhecida, retornando para as Tarefas Tribuxo de Harry Potter e o Cálice de Fogo. O que eles não levaram em consideração é o fato de que todas as suas alterações geram consequências no futuro, podendo até mesmo apagar a existência de um deles.

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SEM PERSPECTIVA

Ainda que os livros tenham chegado ao fim, Harry Potter mostra-se longe de terminar. Com quatro filmes spin-off em vista, a constante expansão dos parques temáticos e a estreia de novas versões da peça, a franquia parece mais ativa do que nunca.

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Ao mesmo tempo, essas mesmas pessoas se (re)unem através da internet, compartilham os ensinamentos que os livros de J.K. Rowling as ensinou, empenhando-se em introduzir a saga na vida de outras pessoas. O intuito prova que além de manter vivo o legado Harry Potter, as páginas dos livros são muito mais do que apenas tinta no papel.


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