A new (re)generation

Esta matéria foi vinculada, na íntegra, na minha revista online ZINT, sendo compartilhada aqui apenas em parte. Para lê-la completa, basta utilizar o player no final da postagem.


BACKGROUND

No ano em que foi projetada, em 1965, séries de fantasia para a família não eram grande sucesso de público na grade televisiva. Ainda na incubadora, Doctor Who já foi recebida como um fracasso, e não era levada a sério. Porém, contrário ao que todos esperavam, o programa acabou se tornando um gigantesco sucesso, não só gerando uma legião de fãs por todo o Reino Unido (e, posteriormente, fora dele), mas durando mais de 50 anos, fazendo da produção a série de maior duração da televisão mundial.

Na narrativa, somos apresentados às aventuras de um alienígena do planeta Gallifrey. Com aparência de um humano, o extraterrestre faz parte de uma raça chamada de Senhores do Tempo. Vivendo na Terra sob o título de um professor, o Doutor, único nome no qual é conhecido (e que permanece uma incógnita até hoje), viaja numa espaço-nave pelo tempo e espaço, conhecida como TARDIS (“Tempo e Dimensão Relativas no Espaço”, em português).

A TARDIS possui um mecanismo de camuflagem, tomando a forma de algo bastante comum da época que se encontra. Na história, a TARDIS do Doctor tem esse mecanismo danificando, ficando presa na imagem de uma cabine telefônica de polícia dos anos 50. Quando questionado se “ninguém vai perceber” o inusitado objeto, o Doctor sempre afirma que os seres humanos, sempre distraídos com a própria vida, não seriam capazes de perceber a TARDIS nem se esbarrassem nela

Ao seu lado, há sempre uma companhia, conhecida como a Companion. Na primeira temporada, a personagem era a sobrinha do Doutor, mas desde então as companhias são (em grande maioria) mulheres que acabam esbarrando com o extraterreste, mergulhando nas aventuras e responsabilidades do alienígena (já houveram, no entanto, duas companions homens).

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POLÊMICA

Jodie Whittaker é a primeira Doutora da história da série

Com o Twelfth se aproximando de sua regeneração (o momento acontecerá apenas no costumeiro Episódio de Natal da série, que vai ao ar no dia 25 de dezembro deste ano), a BBC realizou o muito esperado anúncio de quem será o 13º Doutor. Desde o ano passado, rumores começaram a circular pela internet, afirmando que, pela primeira vez na história da série, o novo Doctor seria uma mulher. Diversos nomes foram ligados aos rumores, mas o canal nunca chegou a confirmar (ou negar) as notícias.

Em julho, o anúncio foi feito: a 11ª temporada de Doctor Who trará uma Doctor; a inglesa Jodie Whittaker é a mais nova pilota da TARDIS. A atriz é uma conhecida do público britânico, por ser a protagonista da série Broadchurch, que, curiosamente, também é estrelada por David Tennant, o 10º Doutor.Por mais que as regenerações sejam sempre dolorosas para os fãs, que se apegam as novas versões dos Doctors, a presença de Jodie como a 13ª causou um grande desconforto entre as pessoas. Rapidamente, a polvorosa se instaurou; whovians e não-whovians se separaram em dois grupos: o dos que acolheram Jodie de braços abertos, e o dos que não aceitavam a mudança de gênero do Doutor.

 

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OPINIÃO

Doctor Who apareceu na minha vida em um momento em que eu precisei dar uma freada no volume de séries que eu assistia, cortando grande parte da minha grade. Atualizado e sem muita vontade de retornar ao que foi deixado para trás, fui atrás de algo novo para assistir. Fui indicado à série, que logo comecei a assistir.

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O amor então veio, e rapidamente tornou-se bastante difícil dizer adeus a mais um Doutor. Mas, assim como diversos outros fãs, eu estava bastante animado por ter, pela primeira vez, uma Doutora. Comecei a imaginar como seria, por exemplo, Tilda Swinton como uma Senhora do Tempo. Então, veio o anúncio de Jodie Whittaker; recebi de braços abertos, o que causou meu desconforto com a polêmica.

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Rapidamente, Missy tornou-se uma das mais divertidas e interessantes personagens. Em uma relação de amor, ódio e respeito com o Doctor, a regeneração do Master muda bastante ao longo ao longo de dois anos, muitas vezes servindo de aliada para o Senhor do Tempo

Se agora temos uma Doctor, então, em prol de manter esse equilíbrio, será que podemos ter, depois de tanto tempo, uma companion homem? Particularmente, espero que sim. E mal vejo a hora do Especial de Natal, e, claro, da nova temporada.


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