Melhores do Ano: Os álbuns, singles, filmes e séries de 2015

O ano está chegando ao fim e, junto à isso, as listas de fim de ano começam a aparecer por toda a internet, e como fiz no ano passado, eis a minha. Neste ano, resolvi escolher os cinco melhores produtos de cada um dos três principais grupos de arte trago pelo vics: cinema, televisão, e música.

Em 2015, no entanto, há algumas novidades. Como o ano foi cheio de lançamentos bacanas e escolhas difíceis, resolvi dividir os grupos. Cinema fica dividido entre Mainstream, Off-Mainstream e Animação; Televisão ganha duas sub-categorias, com TV e Streaming; e por fim, Música fica dividida entre Álbuns e Singles, sub-divididos em Mainstream e Off-Mainstream, sendo que Álbuns ainda ganha a categoria EP.

Para o Cinema, Mainstream abrange os grandes arrasta-quarteirões, popularmente conhecidos como “blockbusters“, sendo que o Off fica com todos aqueles filmes que tiveram circulações mais “independentes”, em circuitos menores, se é que vocês me entendem.

Na categoria Televisão, TV são as séries que foram produzidas, exibidas e distribuídas por empresas televisivas, seja aberta ou paga, como a ABC e a USA, por exemplo. Streaming, é claro, são as séries que foram produzidas e exibidas pelas empresas de serviço de streaming, como a Netflix e o Hulu.

Em Música, decidi que Mainstream seria guiado por uma regra: ter entrado no TOP10 da Billboard Hot 100, o maior chart musical do mundo. Portanto, os Off seriam os que teriam ficado fora dele, podendo, até mesmo, nem te entrado na lista. US, obviamente, são os singles lançados no mercado norte-americano, enquanto Non-US são os lançados em outros mercados fonográficos.

Sendo isso, isso, vamos lá?

Obs.: Ao passar o cursor do mouse na foto, você pode ver a posição e informação do “candidato”. Ao clicar, você será levado à postagem correspondente ou vídeo no Youtube (que será aberto em outra página), caso eu não tenha postado nada sobre.


 

#MdA15: TELEVISÃO | TV

É verdade que muitas séries brilharem em 2015, mas quando você assiste a segunda temporada de Penny Dreadful, é impossível não levantar no final e aplaudir.

Em seu segundo ano, a produção possibilitou que a atriz Eva Green, protagonista da série, transcendesse seu dom pra dramaturgia, dando vida a uma personagem de força e peso.

A produção ainda teve espaço suficiente para a atuação impecável e de tirar o fôlego de Billie Piper (Doctor Who) como “A Mulher do Frankenstein”, que gerou duas das cenas mais marcantes da televisão norte-americana em 2015.

» MENÇÕES HONROSAS (ordem alfabética)
GOTHAM (FOX) – 1ª Parte da 2ª Temporada, MARVEL’S AGENTS OF S.H.I.E.L.D. (ABC) – 2ª Parte da 2ª Temporada, ONCE UPON A TIME (ABC) – 1ª Parte da 5ª Temporada, ORPHAN BLACK – 3ª Temporada, QUANTICO – 1ª Parte da 1ª Temporada.

 

#MdA15: TELEVISÃO | STREAMING

COMO ASSIM JESSICA JONES NÃO FICOU EM PRIMEIRO?!?, você deve estar gritando. Em um ano onde o streaming tomou força, é impossível negar que a Netflix não desapontou com suas novas séries, principalmente em parceria com a MARVEL.

Porém, The Mindy Project, uma comédia que antes pertencia à FOX até ser cancelada e salva pelo Hulu, levou a coroa por um simples motivo: enquanto JJ utiliza de um teor fantasioso e super-heróico para trabalhar um assunto sério, a quarta temporada de TMP utiliza a vida real para pontuar questões relativas ao feminismo, como o empoderamento e independência do sexo feminino.


 

#MdA15: CINEMA | MAINSTREAM

2015 foi um ano de filmes muito bons, tornando essa a lista mais complicada de selecionar os ganhadores. E embora Star Wars VII tenha feito muito bem e funcione perfeitamente como uma sequência e um filme independente, Mad Max leva o prêmio.

O reboot dirigido por George Miller, também diretor dos filmes originais estrelados por Mel Gibson, foi a maior surpresa do ano.

Não fica em #1 necessariamente pelo personagem de Charlize Theron ter se tornado a protagonista, mas por essa ser uma produção de tirar o fôlego, enquanto constrói uma das melhores histórias de ação do cinema.

» MENÇÕES HONROSAS (ordem alfabética)
A ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS (Spy; 20th Century Fox), CINDERELA (Cinderella; Disney), JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – O FINAL (The Hunger Games: Mockingjay – Part II; Lionsgate), MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA (Mission: Impossible – Rogue Nation; Paramount Pictures), O AGENTE DA U.N.C.L.E. (The Man from U.N.C.L.E.; Warner Bros. Pictures).

 

#MdA15: CINEMA | OFF-STREAMING

Sicario é um filme excelente, e vale a pena assistir, mas não há como comparar com o thriller psicológico de ficção científica Ex_Machina, uma produção britânica.

Seguindo a linha dos filmes de ficção com inteligências artificiais, Machina é extremamente silencioso e quieto, em um roteiro que faz você sentir um nervoso constante.

Como se não fosse suficiente, ele ainda é filmado em um lugar isolado, numa paisagem que parece ter sido intocada pelo homem, com excessão da casa high-tech de um dos três principais personagens, que são um dos únicos presentes no filme inteiro.

 

#MdA15: CINEMA | ANIMAÇÃO

Vai ser difícil pra Academia decidir as melhores animações de 2015, embora Divertida Mente tenha grandes chances de sair carregando todos os prêmios a qual foi indicado.

Minions foi uma surpresa boa, enquanto Hotel Transilvânia 2 conseguiu continuar carregando o ar divertido do primeiro filme. Mas é claro que Divertida Mente, da Pixar, foi a melhor animação do ano.

Um roteiro bem elaborado, flertando com as emoções e transformando-as em divertidas pessoinhas que controlam o seu interior? Casamento perfeito pra uma deliciosa aventura e até algumas lágrimas.


 

#MdA15: MÚSICA | ÁLBUNS (MAINSTREAM)

Esse é aquele momento que você também se pergunta, A ADELE PERDEU?!?!?! Não, ela não perdeu. Na verdade, ela ganhou muito. O 25 é excelente, mas alguém esperava menos que isso dela? Justin Bieber, no entanto…

O quarto álbum do cantor canadense veio como uma completa surpresa, seja pros seus fãs ou seus haters. Purpose é uma boa surpresa, é claro. Um trabalho mais maduro, mais polido, mais interessante de ouvir.

Desde o My World, Bieber deixou pra trás a voz de criança (e um tanto irritante), melhorou seus vocais e entregou um álbum que é merecedor do estar aqui.

 

#MdA15: MÚSICA | ÁLBUNS (OFF-MAINSTREAM)

Todos os álbuns que chegaram nessa lista merecem serem ouvidos, principalmente o TOP3. Years & Years foi um dos grandes achados do ano, em contexto geral, e Melanie Martinez fez um excelente álbum pra continuar o bom trabalho feito no The Voice.

Jess Glynne, no entanto, foi o maior achado. A britânica veio com tudo, arrecadando #1 atrás de #1 (lá no mercado britânico, de onde ela vem, tá?), batendo até mesmo o recorde que antes pertencia à Cheryl. Ela até já figurou algumas vezes na playlist #weekly.

I Cry When I Laugh é um dos melhores do ano, em um contexto geral, e merece demais o play!

» MENÇÕES HONROSAS (ordem alfabética)
BREATHE IN. BREATHE OUT. – Hilary Duff (RCA Records), BLUE NEIGHBOURHOOD – Troye Sivan (EMI), HYSTERIA – Katharine McPhee (eOne Music), PENTATONIX – Pentatonix (RCA Records), UNBREAKABLE – Janet Jackson (Rhythm Nation).

 

#MdA15: MÚSICA | ÁLBUNS (EP)

01teWRA categoria de EP tem um visível diferença: apenas 3 ganhadores. Acontece que tiveram apenas três candidatos, que eram tão bons que precisavam aparecer de alguma forma.

Mike Posner mandou muito bem com o The Truth, enquanto JoJo finalmente saiu de suas férias forçadas e lançou o EP III (lê-se Tringle), com a excelente Say Love, que também já apareceu no #weekly.

A galera da Wondaland Records, gravadora de Janelle Monáe, levou a melhor. O EP serve pra apresentar os artistas com quem a cantora assinou, e Yoga e Classic Man já figuraram aqui no blog.


 

#MdA15: MÚSICA | SINGLES (MAINSTREAM)

É verdade que Drag Me Down, do One Direction, foi uma boa surpresa. Assim como Good for You, de Selena Gomez. Dois artistas que tinham um público adolescente muito presente, e amadureceram para o cenário adulto. Como fez Justin Bieber com What Do You Mean?, depois apostando num eletrônico mais despojado com Sorry.

O retorno de ADELE, no entanto, era o mais aguardado do ano.

Sobre arrependimentos e tentativas de reconciliação, Hello quebrou inúmeros recordes ao redor do globo, e consagrou-a ainda mais no cenário musical.

» MENÇÕES HONROSAS (ordem alfabética)
BAD BLOOD – Taylor Swift featuring Kendrick Lamar (Big Machine + Republic), FourFiveSeconds – Rihanna featuring Kanye West & Paul McCartney (Roc Nation + Westbury Road), LAY ME DOWN – Sam Smith (Capitol Records + Method), LEAN ON – Major Lazer & DJ Snake featuring MØ (Mad Decent, Because + Warner Music), SOMEBODY – Natalie La Rose featuring Jeremih (Universal Republic).

 

#MdA15: MÚSICA | SINGLES (OFF-MAINSTREAM/US)

Esse ano tivemos um belo retorno da talentosa Missy Elliott, seja em solo ou com colaborações (vide W.T.F. e BURNITUP!, respectivamente), além de CeeLo Green, com a muito boa Music to My Soul.

Mas quem merecidamente encabeça a lista é Skylar Grey, um dos meus maiores achados nos últimos anos. Apadrinhada musicalmente por ninguém mais que Eminem, Skylar vem lançando excelentes produções uma atrás de outra.

Cannonball, música da trilha sonora do FIFA 16, não é nem um pouco diferente desse cardápio. Vai jogar ela no Youtube e ouvir ela!

 

#MdA15: MÚSICA | SINGLES (OFF-MAINSTREAM/NON-US)

Essa é uma das listas mais diversas. Em quinto lugar temos uma música parte do K-Pop, com a rapper CL, parte da girlband 2NE1, lançando seu primeiro single como artista solo. Então temos três britânicos (#4, #3 e #1), e por fim a australiana Grace, que regravou uma versão sexy e sensacional do anthem feminista You Don’t Own Me, originalmente de Lesley Gore, lançado em 1963.

Porém, mais uma vez, Jess Glynne leva o prêmio.

A música é um anthem de superação, e garantiu o seu quinto #1, comparando-a a Cheryl, a única artista que possuía 5 de seus singles em #1 no Reino Unido.

» MENÇÃO (MAIS QUE) ESPECIAL
TAKE ME HOME – Jess Glynne (Atlantic + Warner).


A lista ficou bem grande, maior do que a que teve no ano passado. Mas deveras, afinal 2015 foi um ano muito bom para o entretenimento, não é mesmo? E 2016 não vai ficar muito atrás, já que lançamento de coisa bacana é o que não vai falta! Aliás, pra ficar por dentro, tem um Calendário Cultural pra você acompanhar. Tá aí do lado direito, no blog. E se quiser ver melhor, basta ir na versão web dele.

Só sei de uma coisa: já estou sofrendo antecipadamente pra lista de Melhores de 2016…

Um pensamento para “Melhores do Ano: Os álbuns, singles, filmes e séries de 2015”

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