Em busca de expandir o universo DC/Batman, FOX estreia “Gotham”

Diferente do quê está sendo divulgando em prol de chamar a atenção do público, Gotham não é uma série sobre o Batman e muito menos sobre sua infância.

Sim. Bruce Wayne criança está na série e sim, a personagem é utilizado para dar início à trama principal, mas Wayne não é exatamente o foco da série, mas sim um velho conhecido da personagem principal: o detetive James Gordon, do Departamente de Policia de Gotham (Ben MacKenzie, de The O.C.).

A ideia de Gotham é narrar os primeiros anos de Gordon como um policial/detetive na cidade-título e sua “relação” não só com Wayne, mas sim com todos os vilões e mocinhos que fazem parte do universo Batman, trazendo-os em suas versões jovens.

Embora eu não seja um Batboy (rs?), diferente de alguns amigos, que são fãs declarados, nunca fugi de uma trama trazendo o personagem da DC Comics. Tendo assistido toda sua aventura como o Cavaleiro das Trevas, estou prestes a me aventuras em alguns clássicos (graças ao próprio programa), afim de me ajudar a conhecer melhor o universo de Gotham.

Na série, logo damos de cara com o Morcego criança (David Mazouz), assim como seu leal braço direito, o mordomo Alfred (Sean Pertwee), travando o início da trama de Gordon. A personagem de Ben é o detetive designado à desvendar o mistério de quem matou os pais de Bruce, ao lado do seu experiente parceiro Harvey Bullock (Donal Logue).

Logo em seguida, somos apresentados a outras personagens já conhecidos pelo público: Selina Kyle (Camren Bicondova), que futuramente adotará o nome Mulher-Gato, e os vilões Charada, que aqui é apresentado pelo seu alter-ego Edward Nygma (Cory Michael Smith), o Pinguim, como Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor, e Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), criada especialmente para a trama televisiva.

Gotham acabou caindo como uma luva de qualquer ponto que você veja. Com uma belíssima direção de imagem e uma trama bem trabalhada e bem amarrada, a série foi muito além das minhas expectativas, principalmente depois que eu me toquei que Gordon e seus amigos não eram um projeto da The CW (que acaba gerando um enorme preconceito com suas tramas miradas para os adolescentes), e sim da FOX.

Ainda há o fato de que tudo torna-se muito interessante quando as pessoas começam a pensar do lado de fora da caixa e aparecem com projetos que vão além daquele assunto já conhecido e explorado dezenas de vezes pelos cinemas, vindo com uma “expansão de universo” (coisa que, aliás, tem tudo para ser a próxima etapa do cinema, uma vez que as pessoas estão ficando saturadas com tantas franquias/sequências).

Durante seus quase 50 minutos de duração, Gotham conseguiu estabelecer tudo pelo o que veio: apresentou o início de carreira de Gordon e o começo de sua frustração em ser um bom mocinho dentro de um mar de corrupção; deu início às histórias dos grandes vilões, principalmente o do Pinguim; estabeleceu sua ligação com Bruce Wayne e a trágica história de sua família; e ainda deu um pequeno espacinho para a Mulher-Gato deixando em aberto o mistério de seu papel para a trama.

A série ainda conseguiu se destacar pelo seu elenco e pelas atuações, além da escolha pela fotografia mais sombria como complemento idealístico para a época sombria e criminal que a cidade se encontra.

No meio de tantos projetos com fins de trazer os quadrinhos para a TV prestes a estrear ou em produção, Gotham já se consagrou positivamente (no Rotten Tomatoes, a série arrecada 90% de aceitação de crítica especializada) e “abriu” essa temporada de adaptações televisivas de uma forma extraordinariamente bem feita. 50 pontos pra Grifinória!

Um pensamento para “Em busca de expandir o universo DC/Batman, FOX estreia “Gotham””

Uma moeda pelos seus pensamentos 👇

Seu email não será publicado. Caixas marcadas com *